segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Síntese 2008/1

No Eixo IV trabalhamos com linguagens de interpretação e representação do mundo em Matemática, Estudos Sociais, Ciências Naturais, Tecnologias da Informação e Comunicação (para os alunos da turma 2007/1) e o Seminário Integrador. Em cada uma delas, os conceitos de espaço ou tempo foram trabalhados de diferentes formas. (PEAD, 2008/1).
No eixo IV a maioria das disciplinas oferecidas, são conteúdos da prática cotidiana, sem com isto desmerecer aprendizagens anteriores, mas as interdisciplinas de Estudos Sociais, Ciências e Matemática, estão mais presentes no cotidiano escolar, enquanto tecnologias, apesar da riqueza de possibilidades, não existe ainda a oferta do recurso, necessário para uma efetiva aplicação e utilização do mesmo.
Foram semestres de muito trabalho, reflexão e superação. Continuamos a aprender de forma interdisciplinar, assim enquanto os Estudos Sociais suscitavam lembranças através das memórias, a matemática nos desafiava a elaborar aprendizagens pela perspectiva do tempo e do espaço. De forma a integrar diferentes áreas da aprendizagem.
Como estudante revisitei antigos conhecimentos em Matemática, Ciências e Estudos Sociais, agregando a estes, novos olhares que levam em seu bojo a preocupação com a formação de um cidadão consciente e crítico. Conclui a partir das minhas reflexões que é necessário e urgente rever práticas pedagógicas estanques, descomprometidas ainda desvinculadas com a realidade do aluno.
Como profissional espero que através da minha postura e da minha prática, embasada no meu comprometimento, possa contagiar meus colegas, como aconteceu, com o uso do laboratório.
Como foi citado na reflexão anterior, alem das disciplinas do currículo ainda havia o desafio da tecnologia, sendo que o Seminário Integrador em cada semestre nos desafiava e também auxiliava com o uso de tecnologias. Neste eixo o SI IV, organizar um plano de estudos. Foi um exercício extremamente, provocativo para mim. Fiz diversas consultas aos trabalhos dos colegas, ao fórum, releituras da proposta de elaboração. Outro aspecto a ser considerado é a prática de solidariedade e a humanidade construída em rede quando alguém atravessa um momento difícil. No meu plano eu previa a aprendizagem do uso da planilha de Excel, que fico muito feliz em dizer que já domino parcialmente. Bem como produzir vídeos.
Conclusivamente posso dizer que não dominei e ainda não domino as ferramentas, mas os avanços no uso das tecnologias foram visivelmente significativos.

Síntese 2007/2.

Buscando retomar registros feitos na época, encontrei o portfólio de 2007/2:
As práticas desenvolvidas em sala de aula ou em outros espaços educativos com alunos, colegas, comunidade escolar ou outros profissionais carregam marcas de quem as pensou e as executou. Essas experiências podem ser mostradas no registro das próprias aulas, de oficinas oferecidas à comunidade ou experimentos aplicados com os alunos. (PEAD, 2007).

Qualificar a prática pedagógica. Foram muitos os aspectos que me fizeram refletir sobre a minha postura enquanto educadora. Gostaria ainda de salientar que o conjunto de interdisciplinas selecionadas criou um ciclo de aprendizagens que dependendo da organização do planejamento, possibilitava permear as atividades entre si, assim: era possível contar uma história da Literatura utilizando música.
Desde o primeiro trimestre acompanhou-nos a proposta da interdisciplinaridade. O que nos motiva a também elaborar e pensar com as crianças planejamentos integrados, que vão criando redes de aprendizagens e significados.
Considerando que somos na maioria profissionais que atuam diretamente com alunos, percebo que existe toda uma preocupação em organizar atividades que se direcionam aos alunos e que são possíveis de serem imediatamente aplicadas. Não trabalhamos com hipóteses de atividades que talvez um dia sejam utilizadas, realizamos quase que em tempo real a execução das propostas de nossas interdisciplinas e isto, acredito que nos possibilite esta integração com a proposta de aprendizagem dos professores, facilitando a assimilação dos conteúdos, bem como os embates, as dificuldades e as perspectivas. Neste contexto é possível rever situações que imaginamos poderiam ser organizadas de alguma forma, mas que na prática precisam ser reajustadas conforme o desenvolver dos projetos.
Esta integração, teoria, prática e síntese, nos remetem enquanto alunos ao foco da aprendizagem, ou seja, realizamos as leituras indicadas, organizamos as atividades propostas e em seguida elaboramos uma reflexão sobre o trabalho, o que já nos permite perceber se as interpretações a partir das leituras realmente condizem com a prática do cotidiano da sala de aula. Podendo inclusive rever os pontos positivos e os negativos dentro de nossos registros, sendo novamente orientados.

Síntese 2007/1.

Quando iniciei o PEAD, tinha uma concepção do Ensino a Distância. Havia a ideia errônea de que esta modalidade, sendo em ambiente virtual tudo seria facilitado. Realmente o deslocamento, a sistematização do horário foi diferente do curso presencial, mas a excelência em aprendizagens e desafios que foram semanalmente impostos, foram muito produtivos.
Interagir através do ambiente virtual, já constituía um grande desafio. Não dominava a comunicação em rede, nem email. Sabia utilizar a ferramenta de forma a realizar produções textuais, mas linguagens como postagens, giffs, hipertextos, mídias, jogos entre tantos outros, nunca havia sido utilizado.
Em 2007 escrevi no portfólio: Atualmente quando planejo atividades para minha turma já considero as possibilidades e os recursos que estão disponíveis, visto que posso contar com o laboratório de informática da escola, onde inclusive levei os meus alunos para ver e ouvir a música Aquarela do Touquinho, disponibilizada pela interdisciplina de Literatura, como parte do planejamento da atividade da interdisciplina de Música.
Outro aspecto muito importante são os registros, que todo professor solicita, porque através deles podem conferir a dinâmica dos trabalhos realizados, bem como a participação dos nossos alunos. O problema era inserir estes registros no webfólio de cada interdisciplina. Muitas vezes, principalmente no início, a conexão falhava e geralmente o prazo já estava no último momento. Inúmeras vezes o desespero tomava conta, era preciso tomar decisões. Aprender a conviver com o uso da tecnologia e a possibilidade do imprevisto é o caminho para alcançar o sucesso e manter a saúde.
O currículo da graduação em Pedagogia também é um universo de aprendizagens e temas significativos para educadores que querem compreender como ocorre o processo de aprendizagem e de que forma contribuir significativamente com a educação.
Dentro destas perspectivas os primeiros semestres foram uma maratona, não bastava entender os textos, elaborar sínteses ou responder questionamentos, era necessário, mandar emails, seguir “trilhas virtuais”, participar de fóruns, criar, dominar e acessar email diariamente, criar e postar, para além da aprendizagem adquirida através das leituras, ainda uma postagem semanal no portfólio, fazendo reflexões a respeito dos conhecimentos desenvolvidos.
Todas as disciplinas, sem excluir nenhuma, foram muito importantes na medida em que aplicávamos diretamente na sala de aula, pois uma das condições para ingressar no curso, era estar atuando com crianças das séries iniciais. Acredito que tudo isto foi muito significativo para o sucesso deste curso.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Seminário Integrador II

Aprendemos a trabalhar com fotografia, pois foi necessário registrar a sala de aula e descrever sua organização; Também trabalhamos os caminhos até a escola, com a proposta de utilizar vídeos, o grande desafio era postar estes recursos tecnológicos. Elaboramos memoriais descritivos, sendo que tudo era novidade. E o inventário de aprendizagens ao final do semestre, como era difícil estes trabalhos de síntese, mas como todos os outros desafios em EAD, fomos fazendo, errando, refazendo e aprendendo a partir do auxílio de professores e tutores que de forma paciente nos acompanharam e orientaram.
site de imagens: www.google.com.br

Fundamentos da alfabetização

Já na ementa percebemos os desafios que a interdisciplina nos propõe: o educador é responsável por tomar decisões que interfiram na aprendizagem ou na falta dela; deve implantar projetos pedagógicos e avaliar a aprendizagem, na verdade isto não seria um desafio, se as práticas existentes não conduzissem freqüentemente ao fracasso e a evasão escolar. Atualmente ouvimos repetidamente que o aluno chega ao quinto ano e não lê, não interpreta e não calcula como se este segmento não fosse parte dos anos iniciais.
Passamos pela Psicogênese da Língua Escrita e dos Métodos da Alfabetização. Como interlocutores encontramos: Emília Ferreiro e Ana Teberosky, discípulas de Jean Piaget e a construção do conhecimento. Buscam a valorização do conhecimento que a criança já possui, para agregar novas aprendizagens.
Comparamos os métodos: Analítico (Global) e o Sintético. Dentro deles as metodologias de trabalho e os seus pensadores, sendo que no primeiro Decroly e a percepção visual; Freinet e o método natural, com a organização de jornais escolares, bilhetes e recados. No segundo encontramos os processos silábicos e fonéticos, tem como seus pensadores Carvalho e Rizzo. Também aplicamos testes de níveis nos alunos com os quais trabalhamos foi muito significativo.
Referências:
CARVALHO, Marlene. Revistando as metodologias de alfabetização — Professoras falam sobre suas práticas. Educação e Trabalho, vol. 6, n. 1, mar.-ago./2001. Juiz de Fora: UFJF.
FERREIRO, Emília & TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1988.
RIZZO, Gilda. Os diversos métodos de ensino da leitura e da escrita — Estudo comparativo. Rio de Janeiro: Papelaria América, 1977.

Escolarização, Espaço e tempo na perspectiva histórica

Iniciamos a Interdisciplina voltando o nosso olhar para a concepção de infância e os novos pressupostos criados a partir da Declaração Universal dos Direitos da Criança de 1989, instituída pela ONU. Autores como SARMENTO e PINTO, foram nossos interlocutores nesta reflexão, o que discutem de forma significativa é a relação dos três Ps, Proteção; Provisão e Participação e deste aquele que ainda a criança tem menos acesso: aquele sobre o qual menos progressos se verificaram na construção das políticas e na organização e gestão das instituições para a infância (e, em particular, nas escolas — cf. Jeffs, 1995) é o da participação.
Também analisamos a questão da memória individual e coletiva. Considero importante retomar um pensamento significativo: “A memória coletiva se coloca como um campo constante de disputa, pois conforma história de regiões, nações [...] os heróis e os valores [...]. Neste sentido, os diversos grupos políticos apregoam seus valores, e suas proposições, fazendo - os circulares como verdade da memória.” (SANTOS; STEPHANOU, 2002, p.03).
Discutimos ainda o surgimento da escola relacionada a “máquina”, oriunda da Revolução Industrial, uma educação voltada para a massificação do povo submetido e conformado com sua condição social. Foram muitas as aprendizagens, organizamos uma linha da evolução da educação, conhecemos Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. E ainda nos foi possibilitado Fazer a Ponte com José Pacheco.
Referencias:
SARMENTO, Manuel Jacinto; PINTO, Manuel. As crianças e a infância: definindo conceitos, delimitando o campo. Disponível em: https://www.ead.ufrgs.br/rooda/rooda.php. Acesso em 12 de outubro de 2010.
SANTOS, Simone Valdete dos; STEPHANOU, Maria. Memória e Identidade. Disponível em: https://www.ead.ufrgs.br/rooda/aulas/abrirArquivo.php/turmas/2087/atividades/6280/index.htm Acesso em 12 de outubro de 2010.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Representação do mundo pelas Ciencias Naturais.

Já na ementa a proposta desta Interdisciplina nos lembra que estudar Ciências para compreender a natureza significa compreender a si mesmo. O Ser humano interferiu e continua interferindo na natureza, a palavra inter – ferindo, nos remete a uma realidade que esta presente no nosso dia a dia, em nome do progresso e da riqueza, muito se interferiu na natureza, a interdisciplina convoca os educadores para além de estudar e compreender o conhecimento acumulado ao longo da História, direcionar a prática pedagógica para o reconhecimento do ambiente, mas para além disto propor ações efetivas que resultem em novas concepções, que visem proteger e se for necessário utilizar de forma consciente a natureza que gera vida.
fonte de imagens: www.google.imagens.com.br