domingo, 9 de maio de 2010

Revisitando Paulo Freire

O mestre imortalizado por suas palavras sempre tem algo a dizer: falando da diversidade de posturas do educador menciona: o autoritário, o licensioso, o competente, sério, o incompetente, irresponsável, o mal amado, o amoroso da vida das gentes, segue falando daquele que é frio, burocrático, racionalista e conclui o pensamento dizendo: "Nenhum desses passa pelos alunos sem deixar a sua marca". (2002, p.73). Depois de uma semana atribulada, cheia de imprevistos, PA por redirecionar, homengem as mães, você pensa: eu quero ser aquele que ama e cuida da vida das gentes que nos são confiadas, mas além disto, tenho que agir com seriedade respeitando a responsabilidade de avançar com as aprendizagens, não posso ser licensiosa, preciso aproveitar muito bem o tempo, afinal sou uma educadora responsável e competente, não posso ficar mal humorada, parecendo mal amada. De forma nenhuma consigo ser fria, mas algumas vezes me encontro muito brava e então, um aluno diz, profi.: você chega sorrindo, cumprimentando, até dá um abraço, sem que a gente esperar, mas as vezes nós a estressamos durante a manhã, não é? Aí ficamos desarmados, iniciamos a explicação daquele que quer cuidar da vida destas gentes pequenas: a profi. repreende porque quer que vocês avancem nos conhecimentos, esta é a minha função aqui, auxiliar, contribuir, o aluno: as vezes dar uma dura. Também respondi, mas é sempre no intuito de fazer o bem.
Então neste ir e vir da nossa prática, construímos nossa identidade como educador. Oxalá pudessemos compreender a essência com que Paulo ensinava e aprendia. Para que as lembranças que nosso alunos guardarão e as marcas que deixaremos sejam de aprendizagem significativa para o exercício pleno da cidadania, o que é fundamental para a transformação da nossa sociedade.

Referência:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia : Saberes necessários à prática educativa – São Paulo : Paz e Terra, 1996.

sábado, 1 de maio de 2010

Pedagogia da Incerteza

Parece Cecília Meireles: Ou isto ou aquilo...
Na Pedagogia da Incerteza (CARVALHO, NEVADO, MENEZES, p.51) estamos
mais para isto ou aquilo.
Bem na verdade HOJE, gostaria de escrever um acróstico sobre a palavra estágio. Já fiz alguns, certa vez um professor
disse me: você passou cinco anos nesta Universidade aprendendo,
agora vá e faça, mas também já fiz o estágio do Magistério onde a
cada passo era mais uma atadura de gesso,
E S T Á G I O
Estar,
Sensivel,
Tateando,
Ávido,
Gostando.
Infeliz,
Opção.
Tudo isto se mistura, ora estamos ávidos, gostando muito do que está acontecendo e ingenuamente pensando que apesar de estar tateando, encontrou respostas, mas percebemos que somos mais sensiveis do que parecemos e se, a opção que fizemos não foi a melhor, ora, nos tornamos infelizes a ponto de questionar anos de aprendizagem e toda a experiencia que já possuimos.
Talvez e repito somente talvez este seja o efeito da Pedagogia da Incerteza, se fosse da Certeza todos saberiamos onde e como este período vai se desenvolver.
Tenho realmente lido muitos artigos, juntando em uma caixa enorme alguns livros, que falam de planejamento, avaliação, inovação na prática. Li uma coisa muito legal: "Muitos são os fatores responsáveis pelo surgimento de um verdadeiro mestre, mas um é o mais importante: o aluno... Sendo assim o primeiro lugar que nos permite ser professores e que nos faz nascer como tal é justamente a escola." (ALMEIDA, p.96).
Apesar de cometermos erros, a alegria dos alunos participando é com certeza o fator avaliativo de nossa prática que nos torna seguros quando outros os apontam.
Aprendemos pelo erro e acreditamos nisto, pois professamos isto diariamente numa prática pós Piaget, a forma como trabalhamos este orientar o aluno quanto ao erro faz toda diferença, na vida daquele que é submetido a opinião dos outros.
Tenho um anseio profundo com relação a injustiça, mas sofro com a teimosia, então tenho me manifestado há muito tempo com relação a Pedagogia da Incerteza e o leque de interpretações de como direcioná-la pode dificultar a nossa vida enquanto docentes.
No momento vou interomper aqui, mas antes do final da prática, espero sinceramente escrever outro acróstico com as mesmas letras.
Referencias:

Aprendizagem em rede na educação a distância:estudos e recursos para a formação de professores / [orgnizado por ] Rosane Aragão de Nevado, Marie Jane Soares Carvalho e Crediné Silva Menezes - Porto Alegre : Ricardo Lenz, 2007.
Revista: NOVA escola. Ano XXV.número 231. Abril 2010.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Uma poesia...

Lendo um material que chegou até a Secretaria de Educação, elaborado pelo GrupoEducacional Expoente- Volume 1 da Educação Infantil,encontrei a seguinte poesia:
Perguntas
As perguntas são uma ponte encantada
que nos leva a lugares conhecidos ou não.
As perguntas abrem portas
para ser, viver e conviver.
As perguntas podem nos levar
a um mundo novo e encantador
onde podemos pensar, agir,
mudar aquilo que precisa ser
mudado e desfrutar.
Venha conosco, fazer muitas perguntas
e descobrir mais e mais.
Venha saber, saborear, aprender
e se apaixonar pelo conhecer.
Josane Maia Barbosa.

Quando li logo gostei, penso o que é bom deve ser partilhado.
Lembrei que tem tudo haver com a proposta de PAs.

domingo, 25 de abril de 2010

Muitas, muitas, muitas leituras

Tenho feito muitas leituras, tudo relacionado a aprendizagem dos meus alunos e a prática do estágio. Nestas andanças por diferentes livros, chegou até mim a coletânia das Olimpíadas de Português li uma coisa legal que gostaria de partilhar: "Do ponto de vista psicológico, a apropriação das estratégias de leitura diversificadas é um passo enorme para a autonomia dos alunos. Essa autonomia é importante para vários tipos de desenvolvimento, como o cognitivo, que permite estudar e aprender sozinho; o afetivo, pois a leitura está ligada também ao emocional do leitor; finalmente, permite desenvolver a capacidade verbal..."(DOLZ, 2010, p.10). Na coletânea Poetas da Escola traz Casimiro de Abreu:
"Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!" (p.13)
A vida está atropelada, são tantas coisas a fazer, mas ao mesmo tempo nós educadores participamos da aurora da vida de tantos, que lembranças estas crianças terão?
Será com prazer que lembrarão deste tempo?
O que fazemos não diz respeito a nós mesmos, mas a cada família que entrega seu filho (a) aos nossos cuidados.
A única herança que deixamos para sempre é a forma como as pessoas se lembram de nós.
Gostaria imensamente que este fosse um tempo bom para mim e meus alunos, na verdade eu estou adorando, porém o que as crianças pensam pertence a eles.
Referências:
Poetas da escola:caderno do professor: orientação para a produção de textos/equipe de produção Anna Helena, Maria Alice Armelin - São Paulo : Cenpec, 2010.
Coletânea Poemas - Olimpíada de Língua Portuguesa.

domingo, 18 de abril de 2010

Cicronizando PA com as demais aprendizagens

Nossa parece meio estranho, você planejando a semana, a mil com o PA, vamos definir o plano de ação, fico imaginando como acontecerá as pesquisas, o que os alunos aprenderam, porque afinal as dúvidas estão ótimas, sendo assim é provável que o PA, fique bem legal, MAS... precisa encaixar conteúdo de geometria, palestra sobre os índios, bem é 19 de abril, tem o Dia das mães chegando... Então será que dá para contemplar tudo? Havia uma época em que a gente tinha que globalizar e ai todos os conteúdos convergiam para o mesmo tema, mas não é legal! Uma porque satura, esgota e o professor fica inventado coisas que não tem muita lógica, como os foguetes que Pedro Alvares Cabral soltou ao chegar ao Brasil. Uma colega minha no estágio do magistário precisava globalizar matemática com descobrimento, foi isto que aconteceu. Na sequencia ela produziu a seguinte história matemática: Pedro Alvares sentou embaixo de uma laranjeira e chupou 25 laranjas depois de algumas horas chupou mais 42. Quantas laranjas Pedro Alveres chupou?

domingo, 11 de abril de 2010

A vida é o que acontece enquanto você planeja - Paulo Demins

Ai galera e a aula presencial.
Quem conhecia aquela professora Gládis, que incorporou uma coordenadora de estágio, confesso qua ainda estou me recuperando daquele dia... mas confesso que foi essencial aquela fala da profi, passei o fim de samana afogada em livros e revistas educativas. Em alguns momentos eu não conseguia registrar a fala, por isto se erei o autor da frase título, alguém me corrija, por favor e obrigada.
Confesso que li coisas maravilhosas e nem todas foi possível aproveitar na introdução, pois ficaria carregada de citações e não creio que seja este o objetivo, então quero contribuir neste espaço com algumas aprendizagens significativas que fiz e também que retomei: Li um texto maravilhoso de José Pacheco, que ainda vou utilizar, intitulado: Fazer a ponte. Encontrei no livro Alternativas emancipatórias em currículo, cuja organizadora é Inês Barbosa de Oliveira. Nós lemos este autor em uma das nossas interdisciplinas, mas rever frases simples,porém carregadas de sentido, motivam a continuar. PACHECO diz: "como o objetivo dos objetivos é fazer das crianças pessoas mais sábias e felizes, [...] a concepção e desenvolvimento de um projeto educativo de escola é um ato coletivo..."
Por que tantos são infelizes na escola?
Por que ainda a Proposta Político Pedagógica em grande parte é decidida pela direção e quadro docente?
Nos deparamos não somente com questões que se isolam na sala de aula, mas é urgente que novas perspectivas surjam, para que todos sejam recebam o benefício da inclusão escola.
Enquanto planejamos a vida passa.

domingo, 4 de abril de 2010

Sabe aquela dorzinha...

Pois é hoje sentei para planejar, seguir no pbworks do estágio e aquela dorzinha de estômago apareceu, dóe sem doer, está lá, mas é indefinida, não tem remédio é a famosa ANSIEDADE.
Bate a insegurança, sei lá...
Ficamos com uma sensação, será que é isto?
Será que posso planejar assim?
Como ficam os conteúdos, se preciso encaminhar PAs!?...
Talvez seja eu a primeira a ter sintomas de pânico, mas está betendo.
Primeira semana de abril, quinta semana de prática..