terça-feira, 8 de setembro de 2009

Planejamento o segredo da tranquilidade


Já ouvi algumas vezes que o planejamento é o segredo do sucesso, penso agora que planejar, seja o tempo, o orçamento familiar, as horas de estudos, de lazer, o trabalho em sala de aula, pode causar uma sensação fantástica de tranquilidade, ao final de um semestre, ao final do mês, e quando a coordenadoria ameaça fazer vistorias no planejamento do corpo docente, como está acontecendo agora. Não um planejamento mecânico como constatou a pesquisadora Maria Bernadette Castro Rodrigues,1 que atende a interesses escusos, mas um planejamento vivo que tem rumos definidos, que apesar de uma trajetoria
visível, pode conforme novos interesse são estabelecidos, criar novas rotas. Segundo Gandin:"Um plano é bom quando contém em si a força que o faz entrar em execução. Ele deve ser tal que seja mais fácil executá-lo do que deixá-lo na gaveta."2 Ao planejar um viagem devo estabelecer caminhos, mas também posso encontrar outras paisagens que vão me encantar ou não. Assim na aprendizagem é preciso sim segundo Rodrigues ao citar Gandin: elaborar, dicidir, verificar a que distancia estamos... Construir intencionalidade. Feito isto estaremos direcionando, mas não fechando o acesso dos alunos ao planejamento. Esta estrada não nos mostra o inicio, nem o fim, mas nos convida a andar, para descobrir suas belezas e seus mistérios.
Referências Bibliográficas:
1. RODRIGUES, Maria Bernadette Casto. Planejamento em busca de caminhos.In. Xavier, Maria Luiza. DALLA ZEN, Maria Izabel (Orgs.). Planejamento em destaque: análises menos convencionais. 2. ed. Porto Alegre. Mediação. 2001.
2. GANDIN, Danilo. Planejamento - Como Prática Educativa- 12. ed. Loyola, São paulo. 1983. pg. 25.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Educação de Jovens e Adultos

Educação de Jovens e Adultos
Nesta semana nos foi solicitado a leitura e discusão das Diretrizes Curriculares para EJA. Confesso que a princípio fiquei desanimada visto o volume de informações, mas no decorrer da leitura, aprendizagens significativas foram acontecendo. Parecer 11/2000, onde estão registradas as referidas diretrizes, penso que não esquecerei este número tão cedo, pois bem ele define as funções da EJA, ou seja: objetivos, propósitos, competências, organização, profissionais, espaços, há uma série de questões importantes sobre o funcionamento deste segmento do ensino. Gostaria de destacar nesta oportunidade a função equalizadora, segundo a qual o indivíduo que teve sustado a sua formação tem direito a equidade, sendo portanto a mesma "a forma pela qual se ditribuem os bens sociais de modo a garantir uma redistribuição e alocação em vista de mais igualdade... é a retificação da lei, onde esta se revela insuficiente pelo seu caráter universal." Parecer 11/2000. pg. 9. Há alguns dias surgiu uma discusão bastante polêmica sobre um casal de alunos, que já desistiu de estudar no ano passado, pois tem uma filhinha de um ano e agora o Ministério Público ordenou que retonassem, pois a menina não tem 18 anos, o rapaz sim. Na escola a indignação, pois os mesmos, não teriam a frequência necessária, lendo o Parecer, conclui, que na verdade está sendo-lhes garantido o direito, por se tratarem de alunos, jovens, já com uma família e toda a responsabilidade que vem junto, sendo assim penso que na ótica da promotora é o direito a equidade que ela está buscando para estes jovens. Neste sentido a condição sócio economica que os impulsiona ao mundo do trabalho, também torna flexível sua participação no ensino.
"Relembrando que a educação é um direito fundamental de todos, mulheres e homens, de todas as idades, no mundo inteiro;
Cada pessoa_ criança, jovem ou adulto_ deve estar em condições de aproveitar as oportunidades educativas voltadas para satisfazer suas necessidades básicas de aprendizagem." Parecer 11/2000. pg 40.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Bem Vindo- 2009/2




Com suas disciplinas, debates, interacções e
muita construçao de aprendizagem.
DIDÁTICA, PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO - C
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL - C
LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS - EAD - C
LINGUAGEM E EDUCAÇÃO - C
SEMINÁRIO INTEGRADOR VII - C
Que tenhamos todos ótimos momentos de troca de experiências e que ao final possamos fazer uma avaliação positiva dos nossos avanços. Que as expectatives sejam as mais elevadas possíveis, pois entre o ideal e o real, fica o sonho utópico de ver a educação, criando melhores condições de vida para todos e todas, idependente da condição social, da idade e da linguagem. Que possamos traçar juntos, com metodologias inovadoras e corentes, bons projetos e que estes tenham como grande objetivo a apropriação do conhecimento.

domingo, 12 de julho de 2009

Educação a Distância: EAD



Há algum tempo surgiu esta novidade que a princípio era uma incógnita, pois não se imaginava como funcionaria esta nova modalidade de ensino. Particularmente considero que como em todas as esferas existem problemas, dificuldades, avanços e a busca pela qualidade no ensino. Quando iniciei os estudos francamente imaginava que sendo à distância, o grau de dificuldade seria menor do que, em cursos presenciais. Mas agora depois de quatro semestres quero registrar a qualidade do ensino/aprendizagem que nos é ofertado. Nenhuma interdisciplina foi menos desafiadora. Todas exigem esforço, concentração, leitura, reflexão, posicionamento e produção de qualidade. O PEAD, oferecido pela UFRGS, tem por objetivo a qualidade no ensino, posso afirmar que tem alcançado o seu objetivo, visto a produção que tem resultado da nossa construção da aprendizagem. Uma forma de comprovar esta afirmação é consultando os nossos blogs: os portfólios, os PAs (projetos de aprendizagem), o dossiê, as páginas de wikis, com produção de slide e registros de diferentes atividades. O PEAD é uma realidade e uma possibilidade de qualidade, com profissionais preparados e abertos a novas experiências, que quando não conhecem algum instrumento, buscam o conhecimento e nos auxiliam a compreender os mesmos.

O portfólio e suas possibilidades


O portfólio como um registro de aprendizagens, que na verdade são conclusões, que vão surgindo a partir das leituras, dos debates, das reflexões e das produções escritas. Há algum tempo seria chamado de diário, mas não pode ser, pois nestes nossos tempos de atropelo não temos condições de fazer registros frequentes, mas em um esforço vamos atendendo a exigencia mínima.
Para dizer a verdade não tenho administrado meu portfólio como deveria, pois tenho plena consciência que poderia estar melhor organizado, com mais registros e até dicas interessantes, pois tenho conversado muito sobre este tipo de ferramenta para troca de conhecimentos e informações com as turmas do ensino médio, para ser bem honesta os alunos se mostraram muito interessados em construir um da turma. Mas nosso laboratório tem problemas quanto ao acesso e o número de alunos por turma é o triplo das máquinas disponíveis. Tudo a seu tempo.
Fiquei bastante impressionada com uma colega no Work shop, que já tem blog com os alunos do segundo ano (séries iniciais) e o quanto eles curtem fazer as postagens.
Neste semestre fiz muitas postagens que ao final eu mesma gostava do que estava escrito, pela qualidade da reflexão, busquei diversificar os temas, enfocando pelo menos uma vez cada disciplina do eixo, visto que é um portfólio é óbvio que precisamos considerar todos os focos abordados. Para concluir o semestre com sucesso devemos ter construído conhecimento em todas as áreas.
Quero estabelecer como meta a partir de agora o compromisso de no próximo semestre, utilizar mais este instrumento, que ao final facilita a elaboração do relatório de aprendizagens e que numa emergência acessa rapitamente um estudo que realizamos atenriormente.

sábado, 11 de julho de 2009

Racismo ou preconceito



Muito aprendemos neste semestre nas interdisciplinas, sobre preconceito, racismo e etnias. É a eterna luta entre uns e outros. Na work shop, a professora Ana Petersen, fez uma colocação importante quanto a forma verbal utilizada para definir preconceito, pois no meu slide eu mencionei o racismo ainda velado, mas muito presente e, em movimentos organizados por grupos. A professora sabiamente lembrou que o termo correto é preconceito, pois refere-se a todos aqueles que vivem marginalizados na sociedade, não somente esta ou aquela etnia, como aprendemos na interdisciplina étnico-racial, pois a raça é a humana, as diferenças são denominadas de etnias. Hoje eu assistia a um documentário muito interessante, intitulado: "A negação do Brasil", o que me fez lembrar da conversa no work shop, pois eu dizia para a professora Ana que no senso comum todos tratam o preconceito por racismo, e no documentário, um autor falava da democracia racial, sendo assim penso que num primeiro momento precisamos desconstruir o termo racismo para em seguida trabalhar o preconceito, na sua essencia contra os mútliplos grupos.

O outro, meu espelho



Na interdisciplina de Educação especial realizamos a leitura do texto Práticas educativas: perspectivas que se abrem para a educação especial de Anna Maria Lunardi Padilha , 2000. Confesso que fiquei bastante impressionada com o relato desta profissional que conta com paixão o estudo de caso que ela realizou com uma moça portadora de necessidades especiais. A partir da reflexão compreendi algo importante que é o efeito que a inclusão tem para quem é portador. Na página 13 a autora escreve uma conclusão que levarei como aprendizegem para sempre. A partir da qual conversarei com colegas alertando para a mudança de perspectiva, ao analisar um portador de necessidades especiais: "A alma tem expressão no corpo. O corpo
do deficiente mental, muitas vezes não consegue revelar ou expressar sua alma porque está caído, desarrumado, desarmônico, inexpressivo, doente; seus movimentos sem sentido não falam ao outro sobre sua alma. É preciso desenvolver a consciência de si para que seja possível expressá-la nos movimentos do corpo, ao mesmo tempo em que os movimentos do corpo ajudam a tomar consciência de si.
O corpo necessita do outro para lhe atribuir sentido e lhe dar forma."

Eu me transformo em espelho e também utilizo o outro como espeho, ao copiar suas modas e formas de agir, isto liberta alguém que sou ou gostaria de ser, assim o portador que ainda não tem consciencia de si, vai se construindo a partir da interação, o que não aconteceria recluso em qualquer lugar. O que mudou no meu conceito é o fato de que não devemos enquanto educadores exigir que o portador se iguale em desenvolvimento ao não portador, mas que este possa desenvolver o máximo as potencialidades que estão escondidas.